| BASTIDORES
terça-feira,
9 de março, 2010 10h00
Maratona 1
Sabe quanto um lixeiro chega a percorrer num dia de serviço, das
6h às 13h? Segundo as contas do secretário do Meio Ambiente,
Maurício Murgel, “em torno de uns 70 quilômetros”,
sendo que parte disso ele faz correndo. Cada coletor carrega, em média,
2,5 toneladas de lixo por jornada de trabalho – são tiradas
das ruas da cidade de 90 a 100 toneladas de lixo/dia. Não é
à toa que uma parte dos lixeiros está sempre afastada do
serviço por recomendação médica.
Maratona 2
“Tem que ser um super-homem pra suportar o que esses trabalhadores
fazem todos os dias”, disse Murgel, que recentemente aumentou mais
12 homens na coleta. “Tive que remanejar de outros setores; com
isso, só na jardinagem perdi cinco funcionários”.
Até semana passada, quando os 24 lixeiros na ativa pararam os serviços
exigindo mais gente no setor, 15 outros estavam de licença médica.
Até então, pra dar conta do serviço, cada caminhão
estava com apenas dois lixeiros, quando o correto é trabalhar com
quatro.
Entulho
Chega a impressionar o volume de sofás, colchões e almofadas
que a população tem jogado nas ruas ultimamente. “Não
sei se está mofando por causa da chuvarada ou o que é que
está acontecendo, mas a quantidade é impressionante”,
disse Murgel. Isso sem falar no entulho e na exorbitante quantidade de
galhos resultantes de podas. “Tem pessoas destruindo árvores
na cidade”, alertou o secretário. Pior é que nunca
é respeitado o itinerário dos caminhões da limpeza
– de 1 a 15 de cada mês, eles cobrem os bairros do lado direito
do Rio Jaú; de 16 a 31, os que ficam do lado esquerdo.
Elogios
Assim como Paulo Gambarini (PSDB), o vereador Dr. Segura (PTB) defende
a “individualidade” das secretarias municipais. Ambos defendem,
como exemplo, que a 1ª dama Caroline Franceschi permaneça
à frente da Secretaria dos Direitos das Pessoas com Deficiência
e Idosos. Para o petebista, inclusive, o trabalho dela nesta pasta “é
exemplar”.
Críticas
Do vereador Ronaldo Formigão (DEM), sobre a reforma administrativa:
“Sabemos que é ato do prefeito, mas quem ouve mais, erra
menos, diz o ditado popular”. O demista diz que consultou setores
ligados à indústria e à agricultura, à assistência
social e aos deficientes, e nenhum deles vê como positivas as fusões
anunciadas pelo prefeito – Osvaldo juntou Agricultura com Desenvolvimento
Econômico e Deficientes com Assistência Social. “Ouvindo
a comunidade e a Câmara, é possível acertar mais”,
concluiu Formigão.
Alerta
Dr. Segura, que é médico, falou que “hoje a Secretaria
da Saúde paga multa por não ter farmacêutico em todos
os postinhos de saúde onde ela entrega remédio”. E
mandou recado àqueles que o chamam de ‘vereador-bomba’:
“Não comentei antes para não causar mais polêmica”.
Para os PASs fazerem distribuição de medicamentos, ele precisam
ter farmacêutico. “Por isso que continuo defendendo uma farmácia
central”, finalizou Dr. Segura.
Inspirado
Cheio de inspiração, vereador Frederico (PV) comentou que
esteve com o deputado Toffano (PV), que teria se mostrado “um pouco
desiludido, um pouco triste e um pouco chateado com algumas pessoas”.
Não citou nomes. “São questões particulares,
algumas decepções”. Para completar, disse que a situação
lembrava música de Chico Buarque: “Tem dias que a gente se
sente como quem partiu ou morreu / A gente estancou de repente ou foi
o mundo então que cresceu? / A gente quer ter voz ativa, no nosso
destino mandar / Mas eis que chega a roda-viva e carrega nosso destino
pra lá”. Foi na tribuna da Câmara, semana passada.
Salário
O reajuste “de 10% a 15%” nos salários dos professores
da rede municipal, que deve ser concedido ainda neste mês de março
pela Prefeitura, foi uma reivindicação do ex-secretário
da Educação, Luiz Carlos de Campos Prado Júnior.
O pedido foi encaminhado oficialmente por ele à Secretaria de Finanças,
em dezembro do ano passado. Na ocasião, o fato foi amplamente divulgado
pela imprensa como “um compromisso” da atual administração.
Aterro
O edital de licitação para construção do aterro
sanitário deve mesmo ser publicado neste mês. O setor competente
da Prefeitura está finalizando o estudo de impacto, que inclui
a taxa de retorno da concessão. E corre contra o relógio,
visto que vence no meio do ano o prazo para manutenção do
lixão.
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