| LEGISLATIVO
Oposição quer CEI para
investigar compras da Educação
Situação
diz que primeiro vai analisar documentos e informações solicitadas
ao prefeito em requerimento.
sexta-feira,
5 de março, 2010 10h00
Líder do PT
na Câmara, o oposicionista Carlos Ramos Kakai pretende propor nas
próximas duas semanas uma Comissão Especial de Inquérito
(CEI) para apurar compras efetuadas para a Secretaria de Educação
de Jaú. Serão três os focos: Merenda, aquisição
do projeto pedagógico Lego e de livros didáticos e paradidáticos
por valores considerados altos e sem licitação. Ele diz
que está juntando documentos para fundamentar o pedido. “Não
podemos deixar o assunto esfriar”, afirma.
Embora ainda não tenha a concordância de pelo menos quatro
vereadores para dar entrada à propositura na Casa, Kakai está
confiante de que conseguirá emplacar a CEI. “A cada dia estão
surgindo fatos novos, então acredito que a aprovação
da CEI vai ser questão de tempo, pois a Câmara não
pode assistir quieta”, diz o petista.
Além de obter quatro assinaturas para dar entrada ao pedido, depois
a proposta tem de ser aprovada pela maioria dos vereadores em plenário.
Frederico:
requerimento
Embora “não
descarte a possibilidade de uma CEI” e acredite que “dificilmente”
ela será evitada, o vereador Fernando Frederico de Almeida Jr.
(PV) diz que “a cautela pede que se aguarde resposta” a requerimento
formulado por ele, cobrando explicações do prefeito acerca
de possíveis irregularidades nas compras da Educação
e no descarte de carne estragada da Merenda. Segundo Frederico, o documento
já foi protocolado na Câmara durante a semana e será
lido em plenário na sessão da próxima segunda-feira,
dia 8. No entendimento dele, o prazo para que a Prefeitura dê resposta
ao requerimento é de 15 dias.
Somente após a juntada das informações é que
Frederico acredita que será possível avaliar a necessidade
ou não da CEI. “Estou montando dados suficientes para abertura,
ou não, dessa Comissão de Inquérito. Começar
uma CEI com notícias é uma coisa; começar com um
pacote de documentos é muito melhor”, justifica, admitindo
uma vantagem: “A CEI pode ouvir pessoas e colher depoimentos”.
Ex-secretário:
defesa
A princípio,
Frederico sai em defesa do ex-secretário de Educação
José Aparecido de Oliveira, que assumiu em carta de exoneração
que deu ordem para o descarte da carne supostamente com data de validade
vencida. “Não vejo a carta dele como uma confissão
de culpa. O que ele coloca é que decidiu pelo descarte, mas não
necessariamente no lixão ou na zona rural. Ele também deixa
claro que qualquer compra ou armazenamento nunca passou por ele, mesmo
porque quando ele teria tomado ciência do caso, a carne já
estaria vencida há dois meses”, avalia o vereador.
Dispensa de
licitação
Assim como Kakai,
Frederico quer saber também o motivo da “prática reiterada”
da dispensa de licitação para aquisição de
produtos e serviços pela Prefeitura de Jaú. De acordo com
eles, essa prática “se tornou regra” na atual administração.
Eles defendem as compras através de processo licitatório,
com possibilidade de disputa entre fornecedores, “o que acarreta
em melhor preço para o Poder Público”.
Junto com as devidas explicações solicitadas em requerimento,
Frederico também pede cópia de toda a documentação
relativa ao assunto, como: requisições de compra, notas
fiscais, notas de empenho e comprovantes de pagamento.
Mais denúncia
E não é
só: o requerimento de Frederico também quer explicações
sobre possível aquisição de berços e colchões
para as creches municipais, feita de maneira equivocada. A informação
que o vereador dispõe é de que os colchões apresentariam
tamanhos diversos, chegando ao ponto de alguns não caberem nos
berços.
|
|