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BASTIDORES

terça-feira, 2 de março, 2010 12h00

Direto e reto
Foi sem rodeios e bastante dura a conversa do presidente estadual do Partido Verde, Maurício Brusadin, com a executiva municipal da legenda em Jaú, o deputado federal José Paulo Toffano e o prefeito Osvaldo Franceschi Júnior, sábado passado. Os vereadores Paulo de Tarso, que preside a Câmara, e Fernando Frederico, também participaram. Em resumo, Brusadin pediu unidade ao grupo e o fim dos estranhamentos públicos entre a bancada verde e o governo municipal. A reunião foi na clínica médica do prefeito.

Sinalização
Já resultado do encontro, na sessão de ontem da Câmara foi Frederico quem puxou a argumentação desfavorável ao pedido de comissão processante contra Osvaldo. Para quem vinha criticando veementemente a administração e até defendendo sanções contra ela no episódio da carne, por exemplo, foi um avanço e tanto.

Mesmo ninho
Outro pedido de Brusadin foi de uma melhor articulação política do prefeito e da bancada verde em favor da reeleição do deputado Toffano. “Ele fez todos enxergarem que é tudo uma coisa só e que envolve diretamente o PV”, disse Alexandre Bissoli, secretário geral do partido no Estado de São Paulo e que também participou do encontro de sábado. “Se alguém está descontente, que discuta isso nas reuniões do partido, não publicamente”, teria observado Brusadin.

Empenho
Sempre francas e diretas, as conversas durante o encontro dos verdes abordaram até mesmo a eventual possibilidade de rompimento entre membros do partido e a administração. Neste aspecto, houve entendimento geral de que “não é o momento para isso, porque estamos apenas no início do segundo ano do governo e em outubro teremos eleição importante para o PV”, comentou Bissoli. “O que tem que fazer agora é trabalhar muito e com união”, completou.

Positivo
Ouvido pela coluna no início da tarde de ontem, o prefeito avaliou como “muito boa e bastante positiva” a reunião dos verdes, no sábado. Osvaldo disse que se empenha para recompor “as forças políticas” do governo e voltou a demonstrar que abrirá mais espaço para os vereadores aliados na administração. No caso da Educação, muito em foco ultimamente, um nome definitivo para a pasta deverá surgir de entendimentos conjuntos do prefeito com os vereadores e o próprio professorado.

Fechado
Apesar de algumas reações em contrário, o vereador Lampião (PV) garantiu a esta coluna que continua apoiando o prefeito Osvaldo Franceschi Júnior (PV) na Câmara. “Eu sou Osvaldo e acabou!”, resumiu Lampião. “Eu ajudo o prefeito no que ele precisar, mas para ser líder é outra coisa: vou ser líder de quem?”, questionou o vereador, afirmando que Osvaldo quer que ele continue exercendo essa função no Legislativo. “Não vou fugir do pau, mas quero saber quem está na base, com quem eu posso contar”.

Fogo amigo
Lampião não gostou dos posicionamentos do Dr. Segura (PTB) e de Fernando Frederico (PV) contra a administração nas últimas sessões legislativas e até na imprensa. “Discutir com o Kakai (do PT) e o Tito (do PSDB) eu até gosto, mas vou debater com meus próprios companheiros?”. Por este motivo que Lampião tem se esquivado da posição de líder do prefeito na Câmara e cobra unidade dos vereadores que, teoricamente, compõem a base aliada – no caso, PV, PTB e agora o DEM.

Carrapicho
Oposição ao governo municipal tenta nova tacada para fazer pressão política contra o prefeito de Jaú. Agora corre abaixo-assinado em fábricas de sapato e no comércio em busca de apoio para documento que pretende mandar à Câmara, propondo sanções contra Osvaldo no caso do descarte de carne da merenda – cujo responsável já assumiu o erro e pediu exoneração. Trata-se da mesma oposição que já propôs e perdeu quatro processos tentando cassar o mandato do prefeito.

Ajuda extra
Delegado Vanderlei Vendramini, que investiga o escândalo da carne, disse que muitas publicações da imprensa estão ajudando no trabalho policial, e que algumas delas foram inclusive anexadas ao inquérito.

Nepotismo
Projeto de lei proposto pelo líder do PT na Câmara, Carlos Ramos Kakai, põe fim ao nepotismo nos Poderes Executivo e Legislativo de Jaú – proposta semelhante à que foi proposta no passado pelo então vereador Raul Bauab Filho, e que não foi aprovada. O artigo 1º diz que “fica proibida a nomeação de cônjuge, companheiro ou parente em linha reta, colateral ou por afinidade, até o terceiro grau”. Isso vale para cargo em comissão ou de confiança.

Aí vem
Dois vereadores de partidos diferentes podem migrar para uma mesma legenda em breve – e sem correr o risco de perder os mandatos, pois estariam protegidos por documentos comprovando perseguição partidária. Os dois já estariam com retaguarda jurídica especializada no assunto, contratada em São Paulo. Se de fato isso ocorrer, a Câmara Municipal passará a contar com uma nova bancada.

Fim
A parte criminal de um rumoroso processo com suposto desvio de recursos chegou ao final, com ganho de causa para o réu apontado pelo Ministério Público. Falta apenas ser publicado o acórdão para que o assunto vire notícia, a pedido da parte envolvida. Ainda segue o processo cível do mesmo caso.

 

 
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