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Chororô
Como em toda eleição, a última também teve muitos
derrotados. Porém, alguns foram duplamente penalizados: deixaram de
ganhar o que pleiteavam e perderam o que já tinham. A lista vai de
mandatos eletivos a empregos de longa data e excelente remuneração.
Dizer o quê?
Corre na praça o comentário de que os tucanos jauenses querem
ver o diabo na frente, mas não querem cruzar com ninguém da
cúpula do PSDB paulista. Tudo por causa do desempenho ridículo
na eleição de domingo: terceiro lugar chorado e com percentual
de votos abaixo da abstenção – respectivamente 11,32%
contra 12,88%.
Desastre
Para quem ficou 8 anos na Prefeitura, teve a “máquina”
a favor, a maior coligação de partidos, o maior time de candidatos
a vereador nas ruas, o maior tempo de televisão para os programas eleitorais,
o aval de um ex-deputado, de dois chefes do Executivo (um ex e o atual) e
até o apoio do governador Serra, fazer apenas 8.191 votos foi, no mínimo,
uma grande vergonha.
Justificativas
Eis alguns dos fatores apontados nas ruas para a derrocada governista: uma
administração chinfrim e arrogante, o desgaste sem precedentes
do atual prefeito e uma candidatura solapada pelo peso de uma traição
política.
Tsunami
Para os tucanos, a eleição foi devastadora: além de ficarem
sem a Prefeitura, o próprio presidente do partido, Antônio Serra,
não chegou aos 700 votos para vereador. Isto sem falar no enorme risco
de perderem a legenda em Jaú.
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Relax
O prefeito eleito viajou para descansar. Dr. Osvaldo e a família foram
curtir as praias e as belezas de Salvador, BA. Mas o novo prefeito não
desgruda do telefone e tem se mantido informado sobre tudo o que se passa
em Jaú, diariamente.
Encaixe
A composição do novo secretariado municipal é o assunto
do momento. Porém, até onde se sabe de cinco a seis secretarias,
mais o Saemja, estariam na cota de indicações reservada exclusivamente
ao novo prefeito. Somente as demais ele aceitaria discutir com seu grupo político
– PV, PTB e os dissidentes do PMDB.
Recado
Na quarta-feira, mesmo dia em que apareceram faixas na cidade mandando “limpar
as gavetas” da Prefeitura, o chefe de gabinete Mantelli chegou ao Paço
e deu de cara com uma pessoa que foi tirar satisfações com ele.
Depois de dizer que a derrota dos governistas nas eleições foi
“bem feito”, disparou: “Isso são horas de chegar
para trabalhar?”. Eram 11 da manhã.
Sentinelas
Como de costume, os Pacheco ficaram defronte ao Instituto durante a manhã
toda, no domingo da eleição. Falavam com as pessoas e traçavam
prognósticos políticos. Quando chegaram para votar, os ex-prefeitos
Griso (PMDB) e Paulo Sérgio (PPS) não os cumprimentaram.
Disputa
Ruy e Celsinho Pacheco disseram que agora vai começar uma nova eleição
para eles. Trata-se da disputa pelo comando do PMDB, cuja ação
judicial ainda não acabou. Eles prometeram novos rounds nessa briga
contra o presidente Griso.
Sumiço
Entre gargalhadas, Zé Mineiro (PSB) e outros vereadores não
reeleitos comentavam na Câmara, segunda-feira, que seus eleitores não
saíram de casa para votar. Daí o alto índice de abstenção
(...).
Surpreso
Dr. Paulo de Tarso era o candidato a vereador mais nervoso durante a apuração
dos votos, domingo, no Aero Clube. Ele parecia não acreditar na quantidade
de votos que estava recebendo. No fim, desabafou: “Eu estava preparado
para ser vereador, não para ser o mais votado”. Dr. Paulo foi
eleito vereador pelo PV com 2.147 votos.
Gente de menos
Sabe por que as urnas eletrônicas não foram instaladas nos locais
de votação na véspera da eleição, como
sempre aconteceu? A PM não tinha gente suficiente para fazer a guarda
delas. A Justiça Eleitoral entendeu a situação e permitiu
que fossem instaladas no domingo mesmo, horas antes do início da votação.
Se tivesse que montar guarda para as urnas, a PM teria que dispor de dois policiais para cada local de votação – ou seja, 52 homens. Como o efetivo de Jaú continua abaixo do ideal, faltaria gente para os demais serviços. Aí está um nó que o prefeito eleito já pode ir pensando em como desatar.
Eleições
na TV
As emissoras de televisão foram conservadoras na cobertura das eleições,
para não prejudicar o desempenho dos programas de auditório,
muito mais rentáveis. A Globo levou quase 30 minutos para exibir os
primeiros resultados da boca de urna e, depois, limitou-se a fazer flashes
durante o “Domingão do Faustão” e “Fantástico”.
A Record diluiu as informações no “Domingo Espetacular”
e o SBT fez um especial após o filme, já na madrugada de segunda-feira.
A audiência também não foi lá essas coisas. Tradicional nesse tipo de cobertura, a Bandeirantes não passou dos 3 pontos de média, empatando com a Rede TV!.
Fora
Ex-secretário de comunicação de Sanzovo, o jauense Eduardo
Campanhã, do PSDB, foi o último colocado na disputa da Prefeitura
da pequenina e longínqua Bela Vista de Goiás (GO), cidade da
qual já foi prefeito um dia. Teve 3.680 votos contra 5.204 do ganhador,
Eurípedes do Carmo, o Oripão, do PSC.
Como a candidata de Sanzovo também teve desempenho pífio em Jaú e perdeu a eleição, o futuro de Campanhã é incerto: ficou sem cargo lá e cá.
Cogitado
No distrito de Potunduva, o ex-vereador Pedro Vieira é dado como certo
para assumir a Sub-Prefeitura. Ele teve participação efetiva
na campanha do dr. Osvaldo.
Expectativa
Nos bastidores da Câmara, é grande a torcida para que Solange
Magon, assessora do irmão e vereador Lampião (PV), seja convidada
para assumir a Secretaria da Assistência Social. Consultada, negou.
Entretanto, não dispensará o convite, caso seja oficializado.
Extinção
Um passarinho azul contou que, entre as secretarias que deverão ser
extintas no futuro governo, estariam as seguintes: Comunicação,
Ouvidoria Municipal e Chefia de Gabinete. Para este último caso, segundo
se comenta, a justificativa é que o dr. Osvaldo quer atender a população
“sem intermediários”.
Para longe
Caso não seja convidado para nenhum cargo no futuro governo, Alexandre
Bissoli, presidente do PV, já tem uma prioridade: concluir a faculdade
este ano e depois assumir uma função na assessoria do deputado
Toffano, em Brasília.
Postulante
Há quem diga que a futura 1ª dama pretende candidatar-se a deputada
estadual nas eleições de 2010. Durante a campanha do marido
à Prefeitura, Caroline Toledo Franceschi já teria “preparado
caminho” para sua candidatura.
Pedra no sapato
Fontes ligadas ao grupo ganhador da eleição dão conta
de que uma das maiores preocupações na montagem do futuro governo
é com a direção do Saemja. Estuda-se até mesmo
a contratação de um técnico para a função,
mesmo que tenha que vir de fora.
Regresso
Segundo colocado na eleição de prefeito por um triz, o vereador
Rafael, do PT, volta à Câmara Municipal nesta segunda-feira 13.
Essa semana ele viajou para descansar: teria ido para São José
do Rio Preto, cidade onde reside a famlia da namorada dele.
Repúdio
verde às faixas
Em comunicado à imprensa, o PV negou a autoria das faixas espalhadas
no centro da cidade com os dizeres: “Comecem a limpar as gavetas!”.
“(Elas) não expressam de forma alguma a nossa forma de fazer
política”, enfatiza Alexandre Bissoli, presidente do partido,
que assina a nota. Segundo ele, as faixas são “manifestações
pessoais públicas” e não do PV: “(...) quando se
tratar de opinião nossa, ela será devidamente identificada”,
frisa.
O comunicado diz ainda que atitudes dessa natureza, que cheiram a revanchismo,
podem prejudicar “todo um trabalho desenvolvido durante anos”
e a própria transição “para que tenhamos uma posse
pacífica”.