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É bom que o remédio esteja lá

por: Hailton Medeiros

O secretário municipal da Saúde anuncia nesta edição do Jornal Gente o recebimento de um grande carregamento de remédios, proveniente do Governo Federal, bem como a licitação para compra de medicamentos para o ano inteiro. Em resumo, o médico Jaime Spanghero afirma que, de agora em diante, não haverá mais falta de remédio nas unidades de saúde do município.
A atual administração culpa a anterior, que não teria feito as licitações que poderiam garantir o abastecimento da Prefeitura neste início de governo. Daí a falta de remédio reclamada pela população e despejada na forma de críticas contra o atual prefeito. O mesmo teria ocorrido com o asfalto e com outros insumos e materiais utilizados na administração. Um percalço que somente agora, cinco meses depois, estaria começando a ser vencido.
Seja lá como for, principalmente na questão da Saúde as coisas precisam andar melhor do que estão. Se a população vinha reclamando sistematicamente da falta de medicamentos nos postinhos de saúde, na edição passada este jornal noticiou um caso ainda mais absurdo: o de um termômetro, o único por sinal, que quebrou e deixou o posto do distrito de Potunduva sem ter como medir a febre de seus pacientes. A culpa, na ocasião, foi atribuída à falta de comunicação entre o posto e a sede da secretaria, em Jaú.
Se o cidadão pode até compreender questões como a do asfalto, não aceitará jamais as falhas na área da Saúde. Primeiro, porque Saúde está sempre em primeiríssimo lugar; segundo, porque o prefeito, a mulher dele, o presidente da Câmara e um dos vereadores da bancada governista são médicos. Discursos de campanha dizendo que a Saúde seria priorizada neste governo, não faltaram da parte deles. Da simples humanização nos atendimentos à garantia de que não haveria falta de remédio nos postinhos, tudo foi amplamente divulgado.
O prefeito Osvaldo e sua equipe podem falhar em todas as áreas, nunca na Saúde. Mas pior que ter prometido o céu para a área da Saúde na campanha e não tê-lo entregue ainda, é informação desencontrada. Justamente por isso, tomara que o secretário Spanghero esteja absolutamente certo quando fala do carregamento de remédio e da licitação. Porque se isso de fato não resolver o problema, a administração perderá pontos valiosos com a população. A mesma que votou na esperança de ver implantado um serviço de saúde exemplar na cidade. A mesma que hoje, ao ler o noticiário ou escutá-lo no rádio, correrá ao posto de saúde mais próximo em busca de remédio. E é bom que ele esteja lá.