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A esperada reforma administrativa

por: Hailton Medeiros

O tão cobrado e prometido enxugamento da máquina administrativa, vai acontecer, finalmente. Quem garante é o prefeito Osvaldo Franceschi Júnior (PV). As primeiras movimentações do governo neste sentido é que causaram os “boatos” na imprensa, segundo ele, da substituição de alguns dos secretários municipais.
Na verdade, o que está em gestação no governo não é uma troca de secretários, mas uma fusão de secretarias. Alguns casos estão até que bem adiantados, de acordo com o próprio prefeito. No entanto, ele não conta tudo, justamente por medo de fomentar ainda mais os “boatos”.
O que este jornal apurou, a partir das poucas informações do chefe do Executivo, é que ao menos duas fusões estariam em estudo. A primeira delas, confirmada nesta edição do Jornal Gente, deverá fundir as estruturas das secretarias da Administração, Geral, Ouvidoria e Comunicação. Por sinal, comenta-se nos corredores da Prefeitura que Osvaldo faz questão que esta nova peça do governo seja tocada pelo atual secretário da Habitação e ex-prefeito de Brotas, Du Barreto.
Outra fusão poderá ocorrer entre as secretarias da Educação e de Esporte, conforme já havia sido cogitado após as eleições do ano passado e antes da posse do novo prefeito. Osvaldo, porém, não quis tocar neste assunto, que julgou “prematuro”. Ouve-se falar também na possibilidade dessa fusão englobar ainda a secretaria da Cultura, mas, novamente, sem qualquer confirmação oficial.
A essas informações deve-se somar uma outra, já conhecida e dita pelo prefeito em diversas entrevistas, da extinção da Secretaria de Gabinete, o que, de fato, ainda não ocorreu – o titular da pasta, advogado Ruy Pacheco, deixou o cargo em fevereiro. Pelo menos esta, Osvaldo garantiu a este jornal que equacionará “muito em breve”.
O que pode se interpretar de tudo isso é que o governo vai sofrer alterações profundas na sua estrutura administrativa, e logo. Quando assumiu, sem reduzir a imensidão de secretarias existentes na Prefeitura, como havia prometido em campanha, Osvaldo garantiu que faria um enxugamento “ao longo do ano”. Numa das primeiras entrevistas como prefeito, no início de janeiro, falou em baixar de 20 para “umas 15 ou 16 secretarias”. Sinceramente, o que se espera, no mínimo.
O que está pegando para o prefeito não desembuchar esse assunto são os cargos existentes nas secretarias. Diminuir o número de secretarias só no papel, evidente, não adianta; será necessário cortar a estrutura de governo na própria carne. Obviamente que Osvaldo deve estar avaliando o ônus político desses cortes, visto que a gritaria vai ser enorme.
Uma tarefa necessária, verdade, mas muito difícil, politicamente se falando.
E antes que se esqueça não se pode falar em reforma administrativa sem lembrar do “exército” de mais de 250 pessoas empregadas em cargos comissionados na Prefeitura. A prática, duramente criticada nos governos anteriores, foi mantida no atual. Por aí se nota o tamanho do imbróglio que o prefeito tem para resolver.