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Coisas - edição 100-14/11/08

Coisas - edição 99 - 7/11/2008

Coisas - edição 95 - 17/10/2008

Zanatto nega “bomba”

A volta do Carnaval veio acompanhada da notícia de “uma bomba” política na Câmara. Teria a ver com possível cassação do vereador Zanatto (PP) na Justiça Eleitoral. “Tenho muitos inimigos, pessoas que ingressaram na Justiça contra mim”, admite. “Mas nunca vão assistir ao Zanatto cassado. Só se isso for feito covardemente, uma traição. Estamos fazendo recursos, um procedimento normal da Justiça” – explicou. Em caso de cassação, o suplente seria o sindicalista Gilberto Vicente (PP).

Cautela

Zanatto (PP) está cheio de otimismo quanto à compra de área do Abrigo São Lourenço para construção de sede própria para a Câmara Municipal. Mas não conseguiu entusiasmar os demais vereadores – nenhum deles aceitou acompanhá-lo em reunião com a direção do Abrigo na Quarta de Cinzas. Comenta-se pelos corredores do Legislativo que o presidente Paulo de Tarso (PV) também não comunga da proposta de Zanatto.

Troca no PV

Está decidido: Hernani Toffano assumirá a presidência da comissão provisória do Partido Verde de Jaú, em substituição a Alexandre Bissoli, atual diretor da Câmara Municipal. A troca está prevista para acontecer na semana que vem. Hernani é irmão do deputado federal do PV jauense, José Paulo Toffano.

Vitória de Sanzovo

32,26% dos internautas que participaram da enquete do Jornal Gente (www.jornalgente.com.br) encerrada nessa quinta 26 disseram que votariam no ex-prefeito Sanzovo (PSDB) para deputado estadual, caso a eleição fosse hoje. 50 dos 155 votos computados na semana foram para ele, deixando em 2º lugar o vereador Kakai (PT) com 28 votos (18,06%). O ex-candidato a prefeito do PT, Rafael Agostini, ficou em 3º com 17 votos (10,9%) e a 1ª dama Caroline Franceschi em 4º com 12 votos (7,74%). Foram consultados oito nomes.

Aos poucos

Nos meios políticos não se falou em outra coisa essa semana senão na filiação da 1.a dama Caroline Franceschi ao DEM. Mas apesar de sua candidatura a deputada estadual em 2010 ser dada como certa nas rodas políticas, ela é cautelosa: “Quero subir um degrau de cada vez”. Instada a falar do assunto por este jornal, disse que primeiro quer fazer um bom trabalho no FUSS e como 1.a dama. “Tenho muito trabalho a fazer e não pretendo pular etapas”, resumiu – e aumentou o suspense.

O chorão

Na Câmara, sexta-feira, o vereador Formigão (DEM) era a lamentação em pessoa. “O tempo e o povo hão de julgar a atitude e a intenção das pessoas”, sentenciou, sobre a filiação surpresa de Caroline. E vitimou: “Nosso diretório é formado por pessoas responsáveis, por homens de caráter; tem que ter respeito por essas pessoas”.

O bombeiro

Temendo uma debandada demista da base governista, os novatos vereadores do PV apressaram-se com o ‘extintor’. “É importante eu me solidarizar nesse momento com uma pessoa que eu respeito muito, muito mesmo, como profissional e como chefe político de um partido, que é o Hamilton Chaves (presidente do DEM Jaú)” – discursou Frederico, líder do prefeito no Legislativo. “Admiro muito a postura dele e acho, sim, que deve ser respeitado, sempre”.

O filósofo

Para concluir, Frederico filosofou: “Se fosse conversar com o papa, eu me aconselharia antes com o bispo da minha região ou com o padre da minha cidade” – em crítica velada ao fato de Caroline ter sido filiada ao DEM pelo presidente estadual Gilberto Kassab, sem passar pelo presidente local.

O realista

Numa clara demonstração de que os verdes vivem sob o mesmo teto mas não falam a mesma língua, o presidente Paulo de Tarso passou uma reprimenda em Frederico: “(...) conversar com o bispo ou com o padre antes de chegar ao papa, perfeito. Mas se o convite veio do papa, vai pedir autorização pra quem?”

Sarcasmo

Hábil, Kakai (PT) tirou proveito do “bate-cabeças” dos vereadores governistas. “A bancada de oposição cresce a cada dia”, disse em tom irônico, em meio a gargalhadas ouvidas na platéia da Câmara. Afirmando que Frederico “já está em dúvida” sobre as práticas de seu grupo político, o petista arrematou: “(Frederico) terá os dias de Carnaval para refletir e será bem aceito em nosso grupo na próxima sessão”.

De cima...

Cada vez que se ouvia a barulheira dos rojões na ‘passarela do samba’ de Jaú, domingo à noite, era uma correria só entre os espectadores aglomerados na Praça Siqueira Campos. Explicação: assustadas, as (milhares de) andorinhas que se refugiam nas árvores da frente da Matriz nessa época do ano saíam em revoada. Aí, o negócio era fugir do ‘bombardeio’ de estrume que vinha do céu.

Pra baixo

Outro incômodo foi o mau cheiro provocado pelo acúmulo de fezes das aves. “Cheira a amônia”, reclamavam as pessoas que assistiam ao desfile dos blocos carnavalescos na Edgard Ferraz, junto à praça. “É m... pra todo lado: que cai do céu e que está no chão”, resumiu um cidadão, bem humorado, ao falar em entrevista ao vivo à Rádio Piratininga.

Lenha

Presidente da Liga das Escolas de Samba, entidade não convidada para o Carnaval 2009, o ex-candidato a prefeito PX criticou a feijoada carnavalesca no Caiçara, dia 14. “Parecia aquele tempo em que os escravos dançavam para os senhorzinhos: os ricos ficaram comendo feijoada e os negros se exibindo” – disparou. Segundo PX, que é negro, o evento tinha que ser mais popular.