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Enxugamento é a palavra-chave

por: Hailton Medeiros

Como de costume, esta semana o prefeito reuniu seus secretários e os surpreendeu ao determinar o corte de vários funcionários em cargos comissionados. Todos nomeados na gestão passada e, por conseqüência, de confiança do ex-prefeito. Quase todas as áreas foram atingidas. A ordem subseqüente foi preencher apenas os cargos vagos “comprovadamente necessários”.
Quando perguntado sobre a decisão, Osvaldo falou que está simplesmente seguindo o plano traçado desde início para a administração. Reconheceu a própria inexperiência de Prefeitura e justificou a presença dos ‘contrários’, até agora, com a necessidade de manter a máquina em pleno funcionamento. “Mas já estamos com quase tudo na palma da mão, o que está permitindo tomar essas decisões”, acrescentou.
Cargos comissionados são cargos de confiança da administração. Logo, funcionário nomeado pelo ex-prefeito é de confiança dele e não do atual. Exceção feita àquelas pessoas comprovadamente capazes, é óbvio e compreensível que as demais sejam mudadas. Mantê-las pode significar o comprometimento do projeto de governo traçado pelo novo prefeito – que, por saber disso, já começou a articular seu time nos escalões inferiores também.
Mas nada disso surpreende. Foi, sim, muito mais uma resposta aos críticos de primeiro momento do que uma decisão que chamasse a atenção. Como se diz popularmente, o buraco é mais embaixo: o que se espera, de fato, é que os cargos comissionados sejam restringidos ao estritamente indispensável. Só isso será capaz de apagar a triste lembrança do exército de quase 300 cargos de nomeação política havidos na gestão passada.
Definitivamente, enxugamento é a palavra-chave. Osvaldo elegeu-se prometendo enxugar a máquina administrativa, mas até agora se limitou a extinguir a Ouvidoria Municipal – que convenhamos, nunca serviu para nada, senão para apinhar a Prefeitura de mais gente simpática ao governo. Criou (equivocadamente, é bom que se diga) a Secretaria de Gabinete, mas já está cuidando de extingui-la também. Mas isso ainda é pouco, visto que entre absorções de uma pasta por outra e extinções, o prefeito garantiu que terminaria 2009 na casa das 15 ou 16 secretarias.
Máquina mais enxuta significa menos gente ‘pendurada’ na Prefeitura. A simples redução do número de secretarias e dos cargos comissionados, conforme pregado em campanha, fará economia suficiente para reforçar serviços essenciais do governo como Saúde e Promoção Social, por exemplo. A revisão de contratos com prestadores de serviços também entra nessa lista do enxugamento. Aliás, já começou e já estaria surtindo resultados positivos, segundo se ouve falar.
Em resumo, tudo o que se espera do novo governo não é nada além do que foi prometido. Fazendo o que foi proposto fazer, estará dando um passo e tanto para merecer a aprovação da população. Se executar uma administração plena de realizações, então, ganhará o reconhecimento de todos e garantirá lugar bom na história da cidade. Coisa que todos prometeram, mas apenas uns poucos conseguiram até hoje.