jornalgente
.............
.......................a boa notícia

*

* Fale conosco

* Anuncie com a Gente

Ouça Rádio PIRATININGA de Jaú ao vivo
Ouça Rádio Jovem Pan ao vivo
 

.. Gente busca

 

OK

 





















.
.
.

 

 

 

Índice

Editorial - edição 108/02/09

Editorial - edição 107/02/09

Editorial - edição online 8/1/09

Editorial - edição 105-23/12/08

Editorial - edição 104-12/12/08

Editorial - edição 103-5/12/08

Editorial - edição 102-28/11/08

Editorial - edição 101-21/11/08

Editorial - edição 100-14/11/08

Editorial edição 99 - 7/11/2008

Editorial edição 95 - 17/10/2008

‘Acordão’ ou ‘acordinho’?

por: Hailton Medeiros

A tática dos “três esses” é, sempre foi e continuará sendo preponderante na política – mostrar-se solícito, solidário e sorridente pela frente, para tirar casquinha por trás. Um bom exemplo é o que se vê em Jaú hoje, com tucanos querendo cantar de galo na política municipal, depois de uma acachapante derrota nas urnas, há pouco mais de quatro meses.
As declarações do presidente tucano a este jornal indicam que o vitorioso PV recorreu ao esmigalhado PSDB para garantir a governabilidade. Uma espécie de ‘acordão’ que envolveu também o DEM, dando em troca secretarias e cargos na Prefeitura. Coisas legítimas na política, mas repugnantes ao eleitor, demonstrando que, independentemente da cor partidária, as práticas políticas são sempre iguais.
Mas alto lá! Será que o enfoque desse acordo está correto? Ao invés dos tucanos esgarçarem o bico em gargalhadas, entendendo que ressurgiram das cinzas em cima dos novos comandantes da Prefeitura de Jaú, será que não aconteceu justamente o contrário? Pode ser. Tanto ingenuidade tem limite, como não combina com a indispensável astúcia de quem vence no jogo da política.
Olhando por outra ótica, o ‘acordão’ sugerido pelo presidente tucano pode não ter passado de um ‘acordinho’. Percebendo que perderia o poder na Câmara para o PT, e ficaria ao menos dois anos sob o jugo do seu principal adversário, o PV agiu com os trunfos da eleição: acomodou tucanos e demistas que haviam ficado desabrigados do Poder, usou os seus votos e abocanhou a presidência do Legislativo. Numa provável tacada hábil, “apossou-se” das duas canetas mais importantes da cidade: a da Prefeitura e a da Câmara Municipal.
Não dá pra afirmar quem usou quem. Ambos os lados fingiram de ingênuo; os dois tiveram aparentes e momentâneos ganhos políticos. Porém, é o que virá nos meses seguintes que vai determinar, de fato, se o que houve foi ‘acordão’ ou ‘acordinho’ – se o interesse público ficou abaixo ou acima (como deveria) dos interesses políticos e partidários.
Quando as contas do ex-prefeito caírem na Câmara, algumas já manchadas pela tinta da rejeição do TCE, saberemos a extensão e a profundidade do acordo de dezembro. Na revisão do Plano Diretor e na auditoria das contas do Saemja nos últimos oito anos, idem. Na eleição para deputado em 2010, mais ainda.
‘Acordão’ ou ‘acordinho’? O tempo dirá o que houve, bem como quem ganhou e quem perdeu. Tomara que não tenha sido o povo.