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Mentiras políticas derrotam Plano de Metas
por: Hailton Medeiros
O Plano de Metas covardemente rejeitado por 7 dos 11 vereadores à Câmara Municipal de Jaú, segunda-feira, instituiria a exigência legal dos futuros prefeitos apresentarem oficial e publicamente as suas propostas de governo ao Legislativo e, depois, prestarem contas periodicamente das suas ações. Isto evitaria, por exemplo, que o “Cila Bauab” estivesse desprovido de infra-estrutura até hoje, depois de quase uma década de existência; ou que o lixão continuasse sendo uma triste realidade, mesmo depois do Município ter sido condenado a construir o aterro sanitário há sete anos e meio; ou, simplesmente, contribuiria para tornar itinerante a feira livre (varejão) atrás da Rodoviária.
Nada contra qualquer cidadão que venha a se tornar prefeito um dia. Sabemos que todos chegam ao cargo transbordando de boas intenções, mas que, não raras vezes, divorciam-se depois dos compromissos assumidos com o eleitor e seguem outros rumos. Justamente para tentar manter esse casamento do político com a população, é que o Plano de Metas seria fundamental. Uma lei para moralizar a relação Político X Eleitor e botar o sujeito contra a opinião pública, exigindo o cumprimento das promessas de campanha. Se isso já fosse realidade, certamente viveríamos numa cidade muitíssimo melhor.
Tomo por base o atual prefeito, que está de malas prontas para deixar o Paço depois de oito anos e ainda não cumpriu uma porção das promessas que fez em 2000, quando estava em campanha para o primeiro mandato. Cadê o programa “Legalização do Homem”, facilitador da obtenção de documentos? O projeto “Centros de Formação”, com atendimento integral de crianças de 7 a 14 anos, com educação básica e profissionalizante? Ou o projeto “Casa Aberta”, destinado a crianças e adolescentes em situação de risco? Ou ainda o “Mãos à Obra”, que auxiliaria na colocação profissional dos cidadãos de Jaú?
Alguém viu por aí a usina de beneficiamento do lixo urbano, destinada à produção de fertilizantes orgânicos? Ou então a usina de beneficiamento de embalagens de agrotóxicos? Ou campanhas de incentivo às hortas orgânicas? Ou, quem sabe, o varejão percorrendo os bairros, ao invés da população ter de gastar dinheiro com transporte para se deslocar até ele?
Você ouvir dizer ou esteve em alguma plenária do Orçamento Participativo da Prefeitura de Jaú? Trata-se daquele procedimento para definir com a sociedade a relação de obras prioritárias do Município, e que permitiria administrar a cidade “em parceria com a população”. Aquele mesmo que seria criado a partir de 2002, que contaria com várias plenárias (reuniões públicas) nos bairros e que fecharia seus trabalhos em 31 de agosto de cada ano, com a reunião da Plenária Geral do Orçamento Participativo. Ninguém viu nada disso?
Pois saiba que isto e muito mais está no Programa de Governo que o atual prefeito registrou no 1º Cartório de Títulos e Documentos da Comarca de Jaú, dia 19 de setembro de 2.000. Foi filmado e passou no programa eleitoral dele, está lembrado? É aquele mesmo documento que, três linhas antes da assinatura do então candidato, traz a justificativa para tal atitude: “(...) para que produza os efeitos legais”. Resultado: não foi cumprido e acabou virando um cardápio de mentirinhas eleitorais que enganaram o eleitor.
Espero que tenha ficado claro porque a lei do Plano de Metas seria tão importante.