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Índice

Coisas - edição 103-5/12/08

Coisas - edição 102-28/11/08

Coisas - edição 101-21/11/08

Coisas - edição 100-14/11/08

Coisas - edição 99 - 7/11/2008

Coisas - edição 95 - 17/10/2008

Alívio

Quem ficou com a pulga atrás da orelha com a concorrência pública para construção do aterro sanitário no apagar das luzes do atual governo, pode respirar um pouco aliviado. Seja qual for a decisão tomada agora, o próximo prefeito tem plenos poderes para “anular ou suspender a concorrência para melhor análise”, informa um respeitado advogado da cidade. Aliás, ele próprio torce para que isso ocorra, independentemente do que for decidido agora.

Fim de linha

Quarta-feira à noite o advogado José Eduardo Alckmin, de São Paulo, telefonou para o vereador Borgo (PDT) e informou que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) não acatou pedido de defesa oral no processo eleitoral movido contra ele. “Ele até me disse que tentaria um outro pedido de revisão da sentença, mas, sinceramente, eu pedi que ele nem se empenhe nisso”, contou Borgo, que, com a decisão, fica de fora da próxima Câmara Municipal.

Vida nova

“Se a Justiça entende assim, a gente tem que respeitar”, disse o vereador, há 26 anos na vida pública – ele teve o registro da candidatura impugnado e não conseguiu reverter a situação. “Depois desse tempo todo na política, vou ter que começar vida nova. Vou retornar à vida particular e, quem sabe daqui a quatro anos a gente volta a entrar na política”. A vaga de Borgo ficará com Atílio Gasparotto (DEM).

PV saudações

Está no site oficial do Partido Verde de Jaú: a cidade é a segunda maior do país, em número de eleitores, administrada pelo PV. A primeira é Natal, RN. Nota publicada no site sugere quem foi o responsável por tal conquista: “O trabalho realizado pelo deputado federal Toffano levou os verdes locais a administrar (...) o segundo maior colégio eleitoral nas mãos da legenda no país” – ou seja: Jaú. Por sinal, o site está em novo endereço: www.pvblico.org.

De olho

Depois da aprovação das contas de 2005 do prefeito Sanzovo, com votos dos vereadores do PTB e do PV, o presidente do PP, João Ataliba, promete fazer marcação cerrada na próxima administração. “Espero que uma das primeiras atitudes seja rever o Plano Diretor, com assessoria inclusive de técnicos especializados”, disse, “além de revogar imediatamente o decreto que favoreceu 19 loteamentos”. Para Ataliba, a justificativa é simples: “Isso foi promessa feita em campanha; se não for feito logo de cara, será um mau sinal, principalmente depois do que aconteceu na Câmara”.

Tse-tse

Advogado ligado à OAB de Jaú torceu o nariz para a informação de que o futuro secretário jurídico da Prefeitura virá de Bauru. “Será que não tem profissional competente para o cargo aqui na cidade?”, questionou, confessando-se indignado. Aliás, a presença de secretários “importados” no próximo governo tem sido alvo de comentários nada agradáveis.

‘Gestor’ na Educação

Confirmado como novo titular da Secretaria da Educação, o engenheiro Júnior Campos Prado fez questão de se antecipar a qualquer julgamento precipitado. “Assumo como gestor na área da Educação”, explicou. “O Osvaldo me convenceu a ficar com a secretaria porque queria justamente um gestor que fosse de inteira confiança dele”. O prefeito eleito teria decidido trabalhar com técnicos na sua administração, após participar de encontro para novos prefeitos em Campos do Jordão, SP.

Experiência

O currículo de Júnior Campos Prado inclui, nos últimos quatro anos, o cargo de vice-presidente do conselho escolar do SESI e do SENAI na região de Jaú. “Acompanhei reuniões, fiz sugestões e ajudei a tomar decisões em cima de uma escola que é padrão”, justificou. Sem contar que já integrou a diretoria de várias creches da cidade (Bem Viver, Hilarinho Sanzovo, Jardim das Acácias e Pró-Meninas), que agora estão sob a alçada da Secretaria da Educação e não mais da Assistência Social. Aos 44 anos, é formado em engenharia civil pela USP, com especialização em planejamento e gerenciamento.

Metamorfose

A aprovação das contas de Sanzovo e a rejeição do Plano de Metas, ambos com votos do PTB e do PV na Câmara, levaram a uma enxurrada de ironias do vereador Agostini, do PT, pra cima do verde Lampião. Lembrando a postura de oposição do vereador antes da eleição, o petista sugeriu que agora ele “mudou de nuvenzinha no céu, deixou de tocar heavy metal e passou a dedilhar uma singela harpinha (risos)”.

Pés-vermelhos

Jauenses daqui foram a São Paulo no fim-de-semana engrossar tradicional confraternização dos jauenses que residem lá. Um churrasco no jóquei clube reuniu cerca de 150 pessoas, como esta coluna já havia antecipado. O show à parte ficou por conta dos discursos – ou quase isso.

Snif!

O mais comum era alguém apanhar o microfone, desfiar meia dúzia de palavras, erguer o copo de cerveja a um brinde e gritar: “Jaú! Jaú! Somos do Jaú!” (no caso, o mais apropriado seria Jahu, com ‘H’). Tomado pela emoção, o vice-prefeito Milton Lyra fez o de sempre: chorou. Ao conter as lágrimas e tentar reiniciar a fala... Chorou de novo! Desistiu de discursar, mas foi aplaudido.

O buraco é...

Quem diferenciou o conteúdo dos ‘discursos’ foi o superintendente da Fundação Amaral Carvalho, Antônio de Moraes Navarro, intimamente chamado de Sheik. Articulado, ocupou-se de rasgar elogios e justificar a ausência do médico Ricardo Brandão. Alguns presentes juntaram os cacos e enxergaram a “preparação de terreno político” na fala dele (Sheik é tido como possível candidato a deputado, assim como Brandão, embora os dois neguem).

...mais embaixo

Foi motivo mais que suficiente para um dos organizadores do encontro avisar que aquilo era uma “confraternização de amigos”, sem espaço para política. Talvez a manifestação seja explicada pelo fato de Antônio da Silva Gordo Filho, o popular Zé da Praça, que residiu muitos anos em Jaú, estar cotado para sair candidato a deputado pelo bairro em que mora em São Paulo, o Butantã. Logo, justifica-se a apreensão a qualquer possível concorrente aos votos dos jauenses.

Não acabou

O fato da Câmara Municipal ter aprovado as contas de 2005 do prefeito Sanzovo, apesar das muitas ressalvas e pareceres em contrário do Tribunal de Contas (TCE), não significa que o assunto morreu. Um membro do Ministério Público (MP) de Jaú alertou que o Artigo 21 da Lei 8429/92, que trata dos atos que configuram improbidade administrativa, prevê aplicação de sanções judiciais independentemente de qualquer outro julgamento.

De olho

“O Tribunal de Contas é um órgão meramente administrativo, de assessoria ao Legislativo”, explica este membro do MP. “E o julgamento da Câmara é meramente político”. Ele disse que se o TCE constatou “alguma irregularidade de fundo, que pode configurar um ato de improbidade”, certamente o MP será oficiado e agirá.

Punições

As três principais sanções previstas na Lei 8429/92 são: devolução de recursos aos cofres públicos, perda da função pública e suspensão dos direitos políticos. Outro detalhe: qualquer cidadão pode protocolar uma queixa ao MP, exigindo uma análise dos fatos.

Embolado

Rolou stress entre os membros do Rotary do distrito de Potunduva e a Prefeitura de Jaú. Por duas vezes consecutivas, o clube do distrito foi cedido para eventos do Rotary e, ao mesmo tempo, para outras atividades. Da última vez, semana passada, os rotarianos mandaram ofício de queixa ao prefeito, com cópia para a diretoria do clube e a sub-prefeitura de Potunduva.

Empurra-empurra

A tradicional formatura dos alunos da Escola Industrial segue indefinida. Primeiro, a falta de data livre no Teatro Municipal em dezembro, empurrou o evento para janeiro. Como tem férias dos professores em janeiro, ficou para fevereiro. Como nesse meio tempo ocorre a troca de comando na Prefeitura, a formatura será em fevereiro de 2009, ainda sem data definida. É que ninguém da atual administração quer (e nem deve) assumir nada para além de 31 de dezembro.

Jucesp

Números do posto de recepção de documentos da Junta Comercial (Jucesp) em Jaú: de janeiro a outubro foram constituídas 392 empresas na região e baixadas 99. Porém, um aviso: muita empresa que paralisa as atividades, nem sempre faz o registro de baixa – ou pelo custo, ou pela burocracia, ou por possuir tributo ou imposto em atraso etc.